Postagens

Mostrando postagens de novembro 6, 2016

Para Sempre Confesso

Imagem
Chega um momento em que a insegurança chega me arrasta e me arrasa. Me mostra o quanto sou torta e que minha vida  é rasa. Chega um momento em que a hora chega é chegada a hora do tempo e nada mais além de te me arrasta. Me doma, me domina de graça.  Me deixa sem graça, em pele de alma, em carne crua me tem e acha graça. É meu troféu e sou teu premio. Tudo que pedi Deus, maior empenho. Minha vida na tua mão, meu destino lançado a ti. Deus traçou meu caminho nas tuas mãos, amor de alma, amigo e irmão. Amor de pele, de letra e poesia. Me acostumei a tua companhia. Musica pro meu ouvido, tua voz todo dia.  Não me prive desse deleite, do prazer de um bom dia. Inspiração pra mim, desde o primeiro dia. Hoje já confesso, antes reprimia.  Hoje te grito ao vento, amor, minha melhor fantasia. Do busão lotado, ao banco da escola. Nos perdemos nesse abraço, a noite a lua nos olha. Um pastel, uma pizza, uma esfirra. Um beijo, uma lagrima, uma briga. Amor esc

Sobre mim

Imagem
Falar de mim? É complicado. acordo o dia, passo a tarde, Faculdade, estagio trabalho. Pressa, correria, faculdade. Peço calma: -não tenho idade. No ônibus vou pensando Queimo sonhos e planos. planejo, penso e esqueço. Futuro a dois agora ou quando? Nem so velha, nem tenho idade. Tantos sonhos e planos. Tantos contos nessa cidade Planos, contos, conta na idade. Corro mundo, o mundo e eu morro. corro na vida e vivo o jogo. Faço meu jogo, correndo no mundo. vivo meu mundo correndo meu jogo. poesia é exercício e da trabalho. exercita o corpo e a alma. meu orgulho e minha vaidade Para ela, não tenho idade. Se rica a vida, pobre a rima. Rima pobre, vida rica. exercito a quantidade. dos versos escritos, dos primeiros sinto saudade. versos longos não dizem qualidade versos tem que ser ditos com verdade. Fazer poesia porque me pedia. Deu-me os versos... Maneira estranha de rimar, confesso. Ralúsia 2016

Mundo Lilás

Imagem
Esse mundo pedido pedindo marcha, marchando pela vida e contra ela. Vida que segue suja de sangue, nas suas mãos, o  sangue dela. Vale menos que a morte que a segue, que sente e subverte. Sangue de gente, vale menos que vela. Sangue de mulher se derrama em mesas, em macas, na mansão e na favela. Sangue de mulher é sangue de luta. De cultura e resistência.  Derruba muro, derrama sangue nessa e outra vida reinventa. Vida feminina, bandida resistência.  Limita o sonho a uma boneca, fogão e se resiste é demência. Sou grata as margaridas, as vadias e as que marcham. De lilás pintam o mundo, resistindo a cultura de macho. Poesia é resistência, deve ser feminista, deve ser fêmea. Em mundo machista, ser mulher é luta, é sangue e quebrar corrente. Sou mulher, sou fera. sou bicho e sou feroz.  E pra macho não me calo, vão ter que engolir minha voz. Ralúsia Nunes 09/11/2016